12 abr, 2018

Entenda a Endometriose.

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Doença que afeta muitas mulheres, a endometriose pode interferir na qualidade de vida da paciente e causar muito incômodo. E uma das formas de prevenção é através da informação!

Identificar os sintomas ainda no início, evita a passar por anos de sofrimento com dores e até uma possível infertilidade.

Pensando nisso, resolvi falar de forma mais aprofundada sobre a doença, suas causas, sintomas e tratamentos. Confira:

Conhecendo a doença

A endometriose é uma doença inflamatória que afeta mulheres em idade fértil – entre a menarca e a menopausa.

Ela ocorre quando a mulher apresenta fragmentos do endométrio fora do útero. Geralmente na pelve – incluindo ovários, tubas uterinas, ligamentos uterinos e peritônio -, bexiga ou intestino. Porém, também pode prejudicar regiões como o abdome superior, tórax e até mesmo a pele.

A enfermidade pode ocorrer de forma leve – quando as lesões presentes na região pélvica são pequenas e não provocam alterações anatômicas em ovário, tubas e útero -, ou profunda – lesões que atingem os órgãos pélvicos em profundidade superior a 5 mm, por extensões variadas e provocando maiores deformidades anatômicas.

Existe, ainda, a endometriose ovariana, cujo cistos que apresentam células endometriais ocupam parte do ovário.

Quais as causas da endometriose?

Não existe uma causa exata da doença, mas acredita-se que ela seja resultado de um processo conhecido como menstruação retrógrada.

Ela ocorre quando o fluxo menstrual desce pelo colo do útero e vagina e parte volta para as tubas uterinas, levando o sangue e as células endometriais para o interior do abdome.

As células, por sua vez, se implantam em órgãos adjacentes e a partir do estímulo hormonal – comum durante a ovulação – crescem e formam focos de endometriose.

Porém, evidências que apontam a doença em fetos na mesma proporção e nos mesmo lugares que em mulheres adultas, levantam uma questão sobre a menstruação retrógrada como causa da doença, apontando-a como um argumento para estimular a ingestão de remédio hormonais ou suspensão da menstruação como forma tratamento da endometriose, quando na verdade, só irá causar danos ao organismo.

A endometriose pode, então, se tratar de uma doença genética. Mas vale lembrar que nem toda herança genética, obrigatoriamente se desenvolve. O que faz com que ela se expresse ou não, depende muito mais da qualidade de vida da pessoa!

Outro indício de causas da doença é o desequilíbrio hormonal e predominância estrogênica, e as alterações imunológicas – que fazem com que o organismo não consiga eliminar as células e acabem aderindo as estruturas pélvicas e desenvolvendo a doença.

E os sintomas? Como saber se eu tenho?

São vários os sintomas e eles irão variar de acordo com cada caso, porém, os mais comuns são:

Cólica menstrual
É o principal sintoma e ocorre de forma progressiva e mais intensa, sendo necessário aumentar cada vez mais a ingestão de analgésicos. Como a cólica é comum durante a menstruação, a endometriose não costuma ser identificada com esse sintoma.

Dor
Comum principalmente durante a relação sexual, a dor pode ser extremamente intensa. Nesses casos, o mais indicado é buscar uma consulta ginecológica.

Infertilidade
A infertilidade é um sintoma muito comum à doença. Cerca de 30% das causas da infertilidade são a endometriose. Isso porque, quando avançada, a endometriose pode alterar a anatomia da pelve. Essa alteração danifica as trompas e impede o encontro dos espermatozóides com o óvulo e, portanto, a fecundação.

Problemas intestinais
Podem ocorrer como uma obstipação – dificuldade para evacuar -, com a dor para evacuar ou até mesmo com sangue nas fezes.

Dor para urinar
Semelhante a dor da infecção urinária, as lesões na bexiga consequentes da endometriose podem intensificar a dor ao urinar. Quando profundas, podem causar sangramento.

E existe tratamento?

Apesar de ser uma doença crônica e sem cura definitiva, a endometriose possui tratamentos e quanto antes ocorer o diagnóstico, maior sua eficácia. Por isso, manter consultas e exames periódicos são ótimas formas de prevenção.

Após o diagnóstico e realização de exames, é possível identificar o grau da doença e qual o tratamento mais adequado.

Ele pode ser feito tanto por meio de um intervenção cirúrgica (para casos mais graves) – ajuda a eliminar os sintomas e a extrair as lesões na pelve ou a tratar a infertilidade, e requer muito cuidado e conhecimento do profissional para que a perda de óvulos seja a mínima possível -, quanto por meio do uso de suplementos ou de uma reeducação alimentar – reduzindo o estímulo do hormônio estrogênio e impedindo o avanço da doença, visto que o endométrio responde muito ao estrogênio e a predominância estrogênica piora muito os sintomas e auxilia a permanência da doença. Inclusive, estudos apontam que pessoas mais obesas têm mais dores e mais sintomas justamente porque a gordura é uma produtora secundária do hormônio.

Vale reforçar, também, que o que vai fazer a mulher tem sintomas ou não é o seu estilo de vida e, além do tratamento de melhora da alimentação e suplementação com antioxidantes, é preciso repor a progesterona, mas sempre evitando a pílula anticoncepcional, pois esta camufla sintomas e causa muitos males ao funcionamento natural de seu organismo.

Optar por alimentos anti-inflamatórios como cúrcuma, chá de moringa e resveratrol, e evitar alimentos inflamatórios como açúcar, glúten, carne vermelha em excesso, leite e seus derivados, álcool e cigarros é uma ótima alternativa.

Sabemos que a endometriose, assim como qualquer doença, pode ser preocupante e até mesmo complexa. Por isso, contar com um profissional de confiança para o tratamento adequado é sempre a melhor opção!

Isso porque a endometriose é uma doença proliferativa e mesmo com tratamento sua reincidência é possível, sendo necessária o acompanhamento médico antes, durante e depois o tratamento.

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